sábado, 28 de fevereiro de 2009

[sociedade] Ejaculação precoce


O que a foto acima têm a ver com o título deste post? Deixe-me desenvolver a história:

Vimos nas últimas semanas um levante popular contra a suíça pelo suposto caso do ataque de supostos neonazistas à uma supostamente grávida supostamente mulher supostamente brasileira.

O desfecho da história não interessa para esta discussão, mas vamos focar apenas em um aspecto, que é a já comprovada não gravidez da mulher: Ela inventou isso e mandou até um ultrassom falso para uma amiga. Mas o que quero realmente discutir é o papel da imprensa neste "causo".

Todo jornalista, quando se forma, jura o seguinte:

"Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação."

Acho que você já está entendendo onde quero chegar, mas deixe-me ser bastante específico: Um monte de "jornalista", porquê viram uma história não confirmada de um evento bastante polêmico sairam escrevendo um monte de asneira, sem "assumir [seu] compromisso com a verdade e com a informação" e criaram um enorme ressentimento nacional entre o Brasil e a Suíça. Isso me leva a crer que estes "profissionais" apenas querem escrever qualquer coisa que leve o povo à ler/assistir, aumentando o IBOPE e/ou a tiragem, pois é daí que eles devem receber uma diferenciação de salário e bônus. Ou seja, vale qualquer coisa para melhorar um salário.

E, convenhamos, não adianta esse pessoal se esconder dizendo que na sua matéria ele disse que nada estava confirmado. Mesmo tendo ele dito, o estrago já foi feito. Os jornalistas têm a obrigação de saber o impacto que uma notícia pode causar na população na interpretação, mesmo não literal, das suas palavras, assim como em publicidade existem regras para as "letras miúdas" nos anúncios.

Certamente há a conivência dos proprietários destes meios de comunicação, pois até o momento nenhum deles se pronunciou dizendo que erraram em inflamar a história mais do que deviam.

É certo que existe um partido na Suíça que defende abertamente que não quer estrangeiros no país (que publicaram o cartaz da foto acima). Mas, pelo menos eles assumem e jogam aberto, e não fizeram como estes "jornalistas" que empurram qualquer coisa goela a baixo do povo com o intuito oculto de querer vender, vender e vender notícia.

Aos bons jornalistas (que são a maioria, ainda bem), lembrem-se de que juraram "não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação.", logo, é OBRIGAÇÃO de vocês buscar expor estes salafrários "colegas" de profissão, não sendo omissos.

Sou a favor da liberdade de expressão, mas creio que neste exemplo vimos uma tremenda má fé para agir em ganho próprio. O mínimo que devemos esperar dos meios de comunicação é que certifiquem-se de uma história antes de contá-la com tanta fantasia. Façam as preliminares...

2 comentários:

  1. Daniell! Gosto muito do seu texto: simples e inspirador. Ô minino culto!

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  2. Obrigado! Espero por meio deste blog poder fazer a minha parte para um mundo melhor (parece discurso de miss... hehehehe).

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