sexta-feira, 24 de abril de 2009

[economia] Dom Quixote a as agências de classificação de risco



É duro mas é a realidade: Os investidores que detêm uma grande fatia do capital para investimentos internacionais (leia... fundos de pensão americanos, em sua maior parte), contam com algumas agências (como Moody’s, por exemplo) que classificam o risco para decidirem apostar em ações de empresas em diversos países. O Brasil não têm tido boas avaliações, o que eu, particularmente, concordo, pois o nosso querido Louis Nine Fingers disse, a um tempinho atraz, que a crise chegaria no Brasil apenas como uma marolinha... E olha a previsão do PIB que estava em 4 vírgula "algumacoisa" descendo para 3, 2, 1, 5, 0, e agora se falando em -1,3% (fonte), além dos constantes aumentos no nível de desemprego (olha os companheiros de plumas comemorando as escondidas).

Mas, o que também não pode acontecer é ficar avaliando como "sólidos" o monte de mer***da que está nas instituições americanas. Fazendo uso das palavras de Míriam Leitão, "as agências classificaram a AIG e o Lehmam Brothers com o melhor nível de risco, AAA, um pouco antes de os dois quebrarem. A Moody’s classificava a Islândia como AAA e dizia que ela tinha “instituições sólidas”, um pouco antes de o país desmoronar. A Moody’s elevou a classificação do Banco Santos, aqui no Brasil, um pouco antes de ele quebrar" (fonte).

Estas avaliações me parecem como um romance de Miguel de Cervantes, que constitui uma das mais importantes obras da literatura portuguesa, Dom Quixote de La Mancha, onde Dom Quixote, apaixonado por contos da economia americana escolhia acreditar que os moinhos tinham uma forte estabilidade financeira, e os classificava como AAA ;-)

Assim sendo, não resta outra opção a nossa Febraban (e aos brasileiros) que não se conformarem e dar, de vez em quando, uma alfinetada nas agências, tal qual Sancho Pança, o amigo fiel e companheiro, mais ainda assim realista e capitalista.

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