{Dedico este soneto a todos os pais, que aguardam ansiosamente para ver o sorriso de seus filhos todos os dias.}
Dia dos Pais (ou como a chuva nos diz) por Daniel Scumparim
Domingo dos pais aponta
como um velho sertanejo a observar o tempo,
esquadrinhando o horizonte,
aguardando sinais do advento.
Quando não chegam vem a estiagem,
seguem-se dias secos,
a tristeza pede passagem,
respirar torna-se um tormento.
Quando chegam a alegria aborda,
felicita-se com a colheita farta,
os olhos marejam, o sorriso aflora.
E vai o tempo comportar como se lhe convêm,
restando ao angustiado velho apenas esperar
pelo domingo que vêm.
A magia acabou
1 mês atrás

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